Partilha do dia 6/05 – Maria – Aparições, Virtudes e Dogmas

Amados irmãos e irmãs, a Paz de Jesus e o Amor de Maria a todos!

Depois de estudarmos sobre algumas Mulheres da Bíblia vamos aprender sobre as virtudes, aparições e dogmas sobre A MULHER da Bíblia! Quem pensou em Maria, Mãe de Jesus, acertou!

Na partilha do dia 6/05 começamos a discutir sobre as aparições, virtudes e dogmas marianos. Mas o que são aparições?

Uma aparição sempre traz uma mensagem, mas é necessário analisar seu conteúdo. Se uma possível aparição diz que o Papa está errado, por exemplo, a Igreja não aprovaria uma coisas dessas, pois elas precisam estar embasadas na Tradição Católica.  Dentro da história da revelação, aparecer algo deste tipo vai contra a Doutrina Cristã.

As aparições foram acontecendo ao longo da historia e elas são fatos históricos. As autoridades eclesiásticas sempre analisaram estes eventos lentamente, pois elas necessitam ser realmente comprovadas. Muitas aparições ainda hoje não são reconhecidas pela Igreja.

Em vista disto, o Papa Bento XVI criou alguns critérios para definir uma aparição:

1) Das pessoas videntes: as qualidades naturais destas pessoas, suas virtudes, antecedentes religiosos, sua instrução e a psicologia;

2) O fato das aparições: necessário comprovar cientificamente que aquilo é algo sobrenatural.

3) Analisar qual é a mensagem que a aparição traz, se está de acordo com a doutrina cristã.

As aparições já vem acontecendo há muito tempo e são verdadeiros encontros com a pessoa de Nossa Senhora. Não são fantasias, sonhos, idéias. São encontros com a Mãe.

Se você não quiser crer nas aparições privadas de Nossa Senhora, você não vai deixar de ser católico, mas saibam que a mensagem de Nossa Senhora não pode ir contra a revelação pública de Jesus, pois não surgirá nada de novo, ela vem apenas para retificar a mensagem do Reino de Deus.

Agora abramos nossas Bíblias em Jo 2, 1-11.
Nesta passagem notamos claramente a questão da obediência, tanto de Jesus como dos homens que encheram as talhas de água.

Jesus foi totalmente obediente à sua Mãe e ela foi obediente a Deus. Nossa Senhora consegue sentir que o vinho estava acabando, e, na época, era uma situação extremamente constrangedora. Quando ela fala isto para Jesus, e ele acaba obedecendo, percebe-se que o milagre tem duas vias, a parte humana (os servos que enchem as talhas) e a divina (o milagre da transformação em vinho). Temos que ser como estes servos: trazer a água para que o Senhor a transforme em vinho. É importante que tenhamos também esta participação ativa. Precisamos ajudar a Jesus enchendo as talhas.

Retrata-se ai então a Obediência de quem conhece o coração do Filho e apressa uma coisa que o Filho já quer dar. Era uma vontade de Deus. Maria, por conhecer profundamente, por ser Mãe, sabe o que Cristo quer. Maria nunca vai chegar para Deus e contradizer sua vontade. Ela vai sempre pedir para que a vontade do Filho seja feita. Ela nunca vai pedir para mudar a vontade de Deus porque Deus é imutável, Ele não muda de idéia. O plano de Deus é um só, e Maria,  por conhecer este coração eterno de Deus, sabe o que Ele quer dar para nós.

A intercessão de Maria é a mais forte dentro dos santos, anjos e beatos, porque ela está acima de todos eles, porque ela é a Rainha deles. Ninguém sabe ainda o papel de Maria na nossa historia, é uma graça muito grande. Maria ocupa o lugar que estava sendo ocupado por lúcifer, o portador da luz.  Ela é a Rainha dos céus.

Por isto o inimigo tem um ódio tão grande sobre Maria. Desde então ele travou esta guerra tão visível contra Nossa Senhora. Os filhos de Maria sofrem muito mais. Não adianta achar que tendo a intercessão de Maria não passaremos por nada, não, passaremos por muito mais, pois o inimigo odeia os filhos de Maria, mas teremos a base de sua intercessão. Uma Ave Maria que rezamos aqui na terra é como uma bomba no inferno. A cruz de ser filho de Maria é uma cruz que aumenta, mas é uma cruz muito mais doce, mais prazerosa. A figura da Mãe é muito forte, muito importante. Queremos o colo da Mãe, sentir a sua doce presença, envolvidos pelo amor.

E os dogmas? A Igreja tem quatro dogmas marianos: Imaculada Conceição, Virgindade Perpétua, Maria Mãe de Deus e Assunção de Maria.

Dogma é algo revelado por Deus. Nós nunca conseguiríamos descobrir uma verdade sobre Deus. Pela capacidade do homem não seria possível que atingíssemos este nível de conhecimento. O homem não fez a física, não fez a realidade. O homem quando descobriu a gravidade, foi uma analise dos fenômenos naturais. A ciência não foi uma coisa criada. O dogma é isto. Foi a partir da vivência do povo eleito de Deus que eles foram percebendo certas verdades, certas consonâncias. Percebendo o agir de Deus, foram percebidos os dogmas. Deus revelou para ajudar a fortalecer a fé. Sem eles nos perderíamos. Os dogmas são os limites da fé católica. Quando não aceitamos algum dogma, estamos fora da realidade do Catolicismo e juntamente do Cristianismo. Se começamos a sair dos limites, seremos considerados hereges, pois negamos um dogma. Temos dogmas sobre Jesus, sobre a história e os marianos.

Esta passagem de João representa a maternidade divina, Maria é mãe de Deus. Mal ou bem é óbvio, mas esses dogmas são proclamados quando existe uma tensão na igreja e no mundo. Temos que entender que no momento em que o dogma foi proclamado, existia alguém que dizia que Maria não era mãe de Deus. São verdades de fé que surgiram em cada momento da Igreja e da história. Maria mãe de Deus surgiu num momento de crise. Por que Maria é mãe de Deus? Porque Jesus tem duas naturezas: a humana e a divina. Jesus era homem, mas ele também era Deus. Jesus só tem pessoa divina, mas ele se manifesta em duas naturezas.

A natureza humana e divina não pode ser separada, pois deus não seria nosso redentor se tivesse morrido apenas como homem. Se Jesus fosse só um homem morrendo na cruz, nossa redenção não existiria. Quem morreu na cruz também não foi só Deus, porque Deus não morre. Maria não pode ter tido um filho só homem que virou Deus.

Maria é nossa mãe muito além de Jesus ter entregado ela na cruz. O verbo se encarnou pelo seio de Maria. E se nós recebemos a filiação de Deus, por Jesus, pela lógica também somos filhos de Maria, porque fomos gerados com o Cristo. E só recebemos esta filiação através do batismo. Se somos corpo de Cristo por inteiro, e Cristo é Filho de Maria, logo, como sou também cristo, sou Filho de Maria.

É importante fazermos a diferença da filiação de Jesus pela nossa filiação. Ele é Filho de Deus porque Ele é Deus. Só podemos ser filhos por alguma graça, e não por natureza. A nossa filiação é adotiva, não temos natureza divina. Nós somos filhos no Filho.

Maria coloca-se  sempre solícita e disposta. Ela só não distribui mais graças porque não pedem. Maria nos quis como filhos também. E podemos tirar como mensagem pedirmos as graças de nos aproximarmos de Deus. É a maior graça que Maria pode nos revelar.

Amados, que Nossa Senhora das Graças distribua todas as graças e bençãos dos céus sobre todos nós neste momento e que possamos pedir sem medo e com ousadia, pois é com fé que devemos pedir e com a certeza de que tudo que pedirmos à Mãe seu Filho, Jesus, atenderá! Tenhamos uma santa e abençoada semana! Deus abençoe a todos! A PAZ!

ALEGRA-TE!: Ser santo sem deixar de ser jovem! 

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