Partilha do dia 29/04 – Mulheres da Bíblia

Amados irmãos e irmãs, a Paz de Jesus!

Depois de estudarmos as Doenças Espirituais mudamos o nosso tema! Na Partilha do dia 29/04 estudamos as Mulheres da Bíblia, dando ênfase para três delas e antecipando o nosso próximo assunto que falará DA mulher da Bíblia. Todos já descobriram, certo?

Eva:
Abramos então nossas Bíblias em Gn 3, 1-13. Nesta passagem Eva adquiriu o fruto que nos levou à perdição, ou seja, o pecado original. Ela retrata a soberba humana, a desobediência ao propósito de Deus e assim surge a primeira doença espiritual (filáucia).

Eva trouxe a perdição através de um fruto, enquanto Maria trouxe através do seu ventre. O fruto de Eva foi para o estômago, enquanto que o de Maria foi para seu ventre: “Bendito é o fruto do vosso ventre”.

Eva é exatamente o oposto do que Maria foi, pois Maria foi íntegra em tudo que ela fez, escolhendo não pecar. Se Eva trouxe o fruto da perdição, Maria trouxe o fruto da vida. Eva trouxe ao mundo a perdição quanto escutou um anjo mau enquanto que Maria trouxe ao mundo a salvação ao escutar um anjo Bom (Gabriel). Maria é a nova Eva e veio para cumprir a promessa.

Eva foi posta à prova. Quem de nós não passa por isto? Estamos sempre sendo postos à prova e precisamos decidir todos os dias entre o bem e o mal.

Rute:
Outra mulher que passou por provações foi Rute. Ela era uma moebita casada, mas muito nova viu-se viúva, assim como a sua sogra e sua cunhada. Naquela época, a viuvez era um sinal de pobreza, pois era o homem o responsável para trazer para casa o sustento. Noemi, sogra de Rute, que era de Belém e tinha migrado para Moeb, decidiu voltar para Belém porque soube que Deus estava agraciando o povo com alimentos por lá.

Apenas Rute ficou com a sogra. Ela poderia ter voltado para sua família, para o conforto de sua casa, mas foi companheira. Chegando em Belém, Rute descobriu que poderia catar os milhos que caíam dos campos de plantação e começou a fazê-lo. Boais, dono de um dos campos onde Rute catava, observou-a e pediu para que ela catasse somente em seu campo.

Rute contou para Noemi este fato e descobriu que Boais tinha direito de resgate sobre elas. Quando morria o patriarca de uma família de uma viúva sem filhos, um parente mais próximo tinha o direito de comprar as terras e de herdar a mulher, além do dever de dar a mulher herdeiros para que ela não ficasse sozinha.

Boais era parente, mas não sabia deste direito de resgate. Rute o informou e ele disse que havia outro parente mais próximo que detinha este direito e que pediria ao homem permissão para resgatá-la. O homem aceitou e, com isto, Boais assumiu o direito e eles tiveram um filho chamado Obed.

Rute foi uma mulher que perdeu tudo e não se deixou fraquejar na fé. Ela renunciou a tudo o que era dela, toda a sua cultura, pois em Moeb vivia-se outra religião. Em todo o momento ela queria servir a sogra, queria proporcionar uma vida digna à sogra. Rute serviu a Deus no próximo. Assim como Eva, ela foi posta à prova, mas em momento algum fez algo errado. Ela não quis se afastar de Deus, sendo obediente a Ele até o fim. E esta obediência foi muito bem recompensada, pois a partir de seu herdeiro nasceu a linhagem de Jesus.


Rebeca:
Casada com Isaac, filho de Abraão, Rebeca foi uma mulher tão virtuosa quanto Rute. Abraão teve uma profecia de que seu filho deveria se casar com uma mulher que não fosse Cananéia. Sendo assim, ele pediu para que seu servo, Elieser, fosse encontrar uma mulher bondosa e estrangeira para se casar com seu filho. Elieser foi rezando no caminho, sem saber para onde ir, então teve uma profecia de que a mulher que oferecesse água para ele e para seus camelos seria a escolhida.

Passando por um poço, Elieser encontrou Rebeca, que realizou a profecia, fazendo Elieser propôr que ela se casasse com Isaac e Rebeca aceitou. Eles se casaram e Isaac começou a clamar a Deus para que Rebeca pudesse conceber e ter filhos, uma vez que ela era estéril. A partir disto ela foi agraciada com os gêmeos Esaú e Jacó.

Rebeca, ao ficar grávida, recebeu uma profecia de que seus filhos, que já brigavam desde o seu ventre, formariam dois povos muito distintos onde haveria muito conflito e que “o maior serviria o menor”. Esaú era o primogênito e Jacó nasceu minutos depois. Esaú era um homem viril, ligado às coisas mundanas, já Jacó era um homem obediente à sua mãe que acatava tudo o que a ela falava.

Rebeca se identificava muito mais com Jacó por sua solicitude e confiança, já Esaú vivia com mulheres estrangeiras e era muito guloso, chegando ao ponto de vender a Jacó seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas.

Quando Isaac já estava para morrer, cego e velho, disse a Esaú para que caçasse um cabrito, o preparasse e o pai o abençoaria. Rebeca, por ser muito mais afeiçoada a Jacó e respeitando a profecia, disse para que Jacó caçasse dois cabritos para que ela o preparasse e Isaac desse a ele sua benção no lugar de Esaú.

Jacó disse a Rebeca que aquilo lhe traria uma maldição, pois era mentira e que não era peludo como o seu irmão e que o pai logo descobriria, mas Rebeca disse que ele fizesse como ela dissera, pois tudo se acertaria. Jacó chegou antes de Esaú, Rebeca preparou os dois cabritos e o vestiu com a pele deles, para que ele ficasse peludo como o irmão.

Isaac, sem enxergar direito, acreditou que fosse realmente Esaú quando Jacó foi lhe oferecer os dois cabritos e o abençoou. A benção não foi apenas terrena, foi espiritual, onde ele disse: “Quem te abençoar será abençoado e quem te amaldiçoar será amaldiçoado.

Esaú chegou depois e depois que Isaac descobriu o ocorrido por si só já sabia que aquilo era da vontade de Deus. Rebeca foi solícita e engenhosa na obediência a Deus, respeitando a profecia, que se cumpriu, pois Esaú quis matar Jacó e este teve que fugir. Esta foi a consequência da mentira de Rebeca, ter ficado longe do filho que mais amava e com a sua casa desestruturada. Bem adiante ela foi agraciada por Deus e se reencontra com Jacó, seu filho amado.

Irmãos, mulheres santas como Rute e Rebeca e tantas outras mantiveram viva a esperança da salvação de Israel. Todas elas passaram por provações, tiveram dificuldades, mas escolheram por Deus, sendo fiéis e obedientes, mesmo que isto lhes custasse renunciar a tantas coisas.

O papel delas sempre foi muito importante e suas histórias foram primordiais para que um dia viesse Jesus. Mas sabemos que, delas, a figura mais pura é a de Maria, que veio para agregar em si todas as virtudes.

Que a Virgem Maria Santíssima possa interceder por nós, para que enxerguemos nestas mulheres virtudes que nos faltam e que, imitando Nossa Mãezinha, possamos dar o nosso sim a Deus todos os dias! Seja Jesus sempre a nossa alegria! Uma semana abençoada a todos!

ALEGRA-TE!: Ser santo sem deixar de ser jovem!

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